Ás vezes eu amo e não quero nem saber o nome

Nem saber a história, eu só quero. Não há nada de superficial e descartável nisso, é um deslumbramento no potencial dos outros, é o desconhecido e familiar. Como os versinhos que eu espalho por aí. Uma covinha, uma gentileza, um carinho, uma sinuosidade de pele, uma bochecha corando, a desenvoltura com as palavras, o corpo. Deleito em observar os outros e ser observada de volta e isso é um tipo de amor. Então se eu disser que te amo e elogiar, não espere que eu queira um labrador e uma casa com cerquinha branca, almoço de domingo com a sua família, uns pimpolhos, nada disso. Com vontade e afeto, eu só quero que você me queira.

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3 comentários sobre “Ás vezes eu amo e não quero nem saber o nome

  1. Entendo perfeitamente do que fala… o vocabulário dos sentimentos não te parece escasso demais?

    O leque de significados e de significâncias de um “eu te amo” é imenso, haveria de ter mais verbos:

    – leveAmar: um quase amor, um amor óbvio, mas ainda nascituro;
    – noiteAmar: à noite, onde todos os gatos são pardos, um amor ao que se vê, um amor às sombras, aos pedaços.
    – sonhoAmar: um amor “de lençol”
    – pracaralhoAmar: a soma de todos os amores.

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