Meu certificado de trouxa está em papiro

O mundo é dos errantes, dos tropeços, das frases entrecortadas. Sejamos ludibriados se é o amor que nos bagunça os sentidos e a razão, se no fundo, nem sempre a gente quer dar uma de esperto. Às vezes se teme é a fama de trouxa e não o papel de trouxa bem cuidado. Sejamos bocós que choram com desenho de criança, do sorvete que caiu no chão, do amor que a gente imaginou e nem aconteceu. Sejamos meio otários (ou otários completos se quisermos), com sorriso largo. Sejamos patifes de impulsos egoístas muito bem trabalhados para ser em nossas limitações, éticos. Sejamos canastrões para não dissimular além do ponto, para de um modo ou de outro mostrar os trejeitos que derrapam no comum, no trivial, na busca por reconhecimento, na vontade de manha. Sejamos românticos fazendo projeções nem sempre realizáveis pelo gostinho de fazê-las, pelo prazer de dar errado e continuar tentando, pelo alívio de não precisar dar, pelo pular fora. Esperteza não põe a mesa, não faz a cama, não transborda, não permite cair porque não confia no refazer.

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