But i’m just a soul whose intentions are good

Vestimos as roupas que quase ninguém pode ver. Despimos das coisas que quase não se mostram. E eu me abri e esperei pra te lamber da chuva. Chamei os pronomes porque assim os queria. Eu teimei, como bem entendia. E você brincava de volta. Empinando, chamando. E eu ia. Nove dias, várias certezas esmigalhadas. E fez morada no meu peito, nos lençóis, nas projeções tão menores do que realmente eu pude sentir na concretude e inteireza. Redondas, profanas, engolidoras, como dois e dois no cu, na orelha, nas palavras de seu hálito quente. Dos sabores gasosos e amargos, das comidinhas caseiras, das frutinhas e dos beijos e cafunés. Das estradas, dos asfaltos, dos ares, das nuvens, das caminhadas. Do amor descorporificado da culpa, da vergonha, onde tudo é desejo e ânsia de querer o que ainda nem se pode prever. Já cessou o pranto da saudade, só resta a vontade da tua voz ocupando meus cômodos e me tendo, me tendo em tudo quanto é modo.

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