De passagem

Ele gosta da curva do sorriso e eu, do modo como os olhos dele passeavam. Apreciei me sentir exposta com o aquário de humanos desavisados, numa segunda trivial, num café quase de esquina, numa conversa de amigos. Das coisas grandes e profundas, adentradas, de amores e rompimentos, visões e imaginações. Confortável e quentinho, na boca desfilam as leituras boas e tudo parece estimulante, como os molhados daqui e os molhados dali, os cabelos embaralhados. Das bolsas levantadas, das promessas e cochichos. Nos sorrisos cúmplices com torcida mútua está o desejo: que os afetos sejam muitos e abundantes. E se voltar, me liga.

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