O lado paradoxal em ser “Diva”*

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Você é uma mulher segura e gosta de dançar, chamar atenção, dar close. Pronto. Você é Diva. Principalmente pelo tratamento que recebe nas baladas com bicha, sapatão, drag e freaks em geral. Ontem, por exemplo, saí, dancei, rocei workworkworkworkwork na bunda das pessoa sorridente, as bicha gritando lindaaaaaaa, maravilhosaaaaaaa, batendo palma, dança do maxixe com as sapatão, etc. É tipo o like de foto, sabe? Toda delícia toda gostosa e zero beijos. Isso não me entristece, faz parte para qualquer pessoa que sai disponível pra ficar e não beija só pra cumprir tabela.

É interessante que embora a figura da Diva tenha forte apelo sexual, ela fica mais ligada ao entretenimento, ao espetáculo. Há toques, olhares, passadas de mão, elogios. Não há beijo. E migas, não se preocupem d’eu ficar chateada ou achem absurdo eu sair babadeira e voltar no zero a zero. Tava com batom caro pra gastar à toa e só me relaciono mesmo que casualmente, com quem tá a fim, me recuso a forçar barra. Como filhote de Gaga eu vivo pelo aplauso, mores. Como posso reclamar de sensualizar e sarrar numa bicha afeminada enquanto ouço Riri e sou aplaudida?

* Me apropriei dessa alcunha reconhecendo meus próprios limites e humanidade, ainda mais nessa fase que quero experimentar os signos associados a feminilidade como performance.

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