2016, o ano de limpar os caroços para comer a fruta

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Coração de melão

Deixei o cabelo crescer, comecei namoro, terminei namoro (e descobri que manter contato com ex é algo possível, embora, inédito na minha vida afetiva). Comecei amizade, terminei amizade. Fui chamada pra palestrar em universidade pública. Terminei um módulo de Dança do Ventre. Equilibrei uma espada na cabeça. Dei em cima das pessoas e o mais chocante de tudo, elas deram em cima de mim. As avaliadoras da banca da minha monografia foram unânimes, 10, 10, 10. “Excelente mesmo!”, “Tem gente no mestrado que não escreve assim, não é maduro assim”. Li alguns livros. Fui ao cinema algumas vezes. Viajei de avião para viver uma aventura e acabei encontrando um grandessíssimo amor, desses que em nada eclipsam minhas forças, sonhos e afetos, em verdade, só me faz maior.

<melosidade_açucarada>

Gatinho, você é uma das melhores coisas que já aconteceram e eu te amo, precisava dizer. E tô com saudade. E quero te encher de beijinhos

 Tei, mesmo de longe você é e sempre será uma inspiração, é lindo ver o quanto você avança, you go, girl! 

</melosidade_açucarada>

Cuidei de muita gente, muita gente cuidou de mim. Chorei até pingar lágrima do cabelo. Entristeci diante de todos. Reergui e consegui orgasmos mais intensos, de corpo todo. Escrevi carta, recebi mimos e lindezas. Voltei a desenhar. Comecei uma terapia com alguém respeitosa e profissional, a qual escuta de verdade. Aprendi a fazer olho com delineado de gatinho. Aprendi a usar primer, corretivo, base e pó. Uso protetor solar e sou apaixonada por passar tônico na pele antes de dormir. Emagreci e engordei. Estou lendo os mangás de Sailor Moon. Me aproximei mais da minha família. Mudou a minha forma de sonhar (agora sonho em primeira pessoa e não preciso mais ficar salvando as pessoas o tempo todo). Percebi que o Facebook é o maior rouba brisa, geral só compartilha desgraça e bad, desconfiança e desamor. Desativei a conta. Estou procurando mecanismos para manter a minha ansiedade e crises dissociativas/disfóricas em controle. Estou aprendendo que o choro pode ser um gesto regulador importante pra minha saúde psíquica. Buscando mais contato humano, ao mesmo tempo prezando e muito meus momentos de introspecção e auto-cuidado. Distribuí currículos. Tenho tentado viver mais o presente sem ser sugada para o passado ou aflita pelo que virá. Tenho sentido mais, me explicado menos.  2017 hay que endurecerse, pero sin perder la ternura jamás.

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