Se eu posso pensar que Deus sou eu…e brrrrrr

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De acordo com teste de Buzzfeed eu sou é bem sociável (não duvido). Pensando aqui, certamente tenho comportamentos que irritam as pessoas, por exemplo: a) Andar calmamente (mozi
Allam sempre reduz a marcha pra andar do meu ladinho) b) Rir alto c) Falar alto d) Se puxam conversa comigo no busão, entro na da pessoa, escuto, converso e opino nos problemas pessoais. e) Escuto pessoas no geral, mesmo se estranhos. Dois minutinhos de atenção não vai tomar meu dia todo e as pessoas ficam felizes em serem ouvidas. E eu gosto de ouvir histórias. f) Canto o tempo inteiro, se deixar g) Se sinto uma conexão com a pessoa me dando abertura e sorrisos, sou toda grude. Toda. Grude. Quando conheci pessoalmente o João isso foi tão instantâneo, rápido e surreal que depois do primeiro abraço eu já estava tratando ele como íntimo e namorado e não conseguia desgrudar da pessoa. h) Na real, eu sou tipo um cachorro feliz (e orgulhoso) com quem gosto.
 
Querendo ou não, esse é um traço importante na minha profissão, sabe? E é uma profissão que me dá abertura pra ser assim. As crianças também são afetivas, “grudentas”, elas também tem uma temporalidade diversa. Um aluno lido como problemático (diagnóstico psiquiátrico, inclusive), é um amor na minha vida, um presente que o universo me deu. Sério. Tenho uma conexão profunda com ele. Em crise, muitas vezes, consigo acalmá-lo e de algum modo a gente se entende, escuta e cuida um do outro (ele é ótimo em cafuné e pentear meu cabelo). Ele ajuda a entender minhas próprias limitações e dificuldades sociais (bem como, as dificuldades sociais que as pessoas tem ao lidar comigo). As crianças barulhentas, tempestuosas, emocionais, são “irritantes” sim, para a maioria das pessoas e tem dias (muitos) nos quais preciso contar até dez para descolar a minha emoção das delas. E são essas mesmas crianças que me ensinam que o tempo, a sociabilidade, o sentir e expressar no corpo o que se sente, é libertador. Então eu canto, abraço, beijo, amasso e dou cheiro, risada. Com elas e com você, porque de alguma forma a gente sabe o segredo. Há momentos nos quais a gente segue a linha para pagar boleto, viver minimamente em civilidade mas assim que arruma uma brecha, só se quer soltar e mostrar a cara. Seja ela amarrada, cinza, trevosa, seja sorridente de colocar as asinhas de fora com muito glitter e pajubá, não raro, tudo isso coexiste num corpo-lugar. Nesse espaço plástico e maleável, estou a redecorar a mobília
 
 
Pra quem tá curioso, tirei 10 de 65 (link aqui)
 
 
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